No meio da mui antiga aldeia de Almeidinha, ergue-se, desde o século XVI, a casa que dá pelo nome de Solar de Almeidinha. Da construção original permanecem a torre, do lado norte, e a abóbada polinervada e estrelada da capela-mor, assente sobre mísulas.

Nos finais do século XVIII a residência é ampliada e é construído o jardim, de feição barroca, com fontes, tanques, túneis de buxo e a alameda de acesso à quinta agrícola.

Na 2ª metade do século XIX, há novas intervenções ao nível das fachadas, edifica-se a varanda de tripla arcada, assente em pilastras, em cujo arco central se abre um frontão em cornija semicircular elevada para exposição das armas dos Amarais e Osórios. À varanda acede-se pela escada central de um lanço. No alçado sul, observa-se nova varanda, reentrante, suportada por três colunas graníticas.

As janelas têm avental e são ornamentadas com conchas e outros elementos decorativos.

No interior, as paredes guardam magníficos painéis de azulejos do século XVIII.

Deitando para o terreiro central, a casa forma um L por ligação à capela cuja construção iniciada em 1590 se vê reedificada na década de 40 do século XVIII.

O portal, ladeado por pilastras estriadas que suportam um frontão de aletas quebrado pelo brasão dos Amarais, Osórios, Cabrais e Fonsecas testemunha o apontamento estético barroco emprestado ao frontispício rematado em empena.

Foi recentemente requalificado, integrando a oferta turístico-hoteleira da freguesia e do concelho.

É Monumento de Interesse Público desde 12-9-1978, pelo Decreto nº 95/78.

 

António Tavares
Bibl. Ramos, Anabela (2009) – Casas Solarengas no concelho de Mangualde. Mangualde: CMM.

Coordenadas geográficas
40º 36’01.24’’
7º 43’22.52’’